O Oroboros


O oroboros é simbolizado principalmente por uma cobra ou um dragão comendo o seu próprio rabo e opera, num movimento circular e contínuo.
O nome vem do grego antigo: οὐρά (oura) significa "cauda" e βόρος (boros), que significa "devora".
A origem etimológica do termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei, e ob em hebreu, significa serpente.
Os primeiros registros deste arquétipo foram encontrados entre os egípcios, chineses e povos do norte europeu (associado a serpente folclórica Jörmungandr) há mais de 3000 anos. Na civilização egípcia, é uma representação da ressurreição da divindade egípcia Rá, sob a forma do Sol. Também é encontrado entre os fenícios e gregos.
O significado do ouroboro possuiu diversas interpretações, o infinito, o universo, o sem fim, renovação, evolução, vida, morte, um novo ciclo, o ciclo da vida, a eternidade, a mudança, o tempo, a evolução, a fecundação, o nascimento, a morte, a ressurreição, a criação, a destruição, a renovação, a continuidade.



Sob uma perspectiva alquímica, o Ouroboros é representado na figura de dois animais míticos engolindo um a cauda do outro; não sendo, neste caso, necessariamente, uma serpente.
Aparece somente com uma cor, ou o mais comum; contendo duas cores, representando a união das polaridades, feminino e masculino, claro e escuro, divino e profano e etc.
Dialeticamente, a cobra que morde sua cauda e não para de girar sobre si mesma, evoca a roda da vida à qual estamos presos.
No budismo, a Ouroboros simboliza o olhar para si como forma de evoluir espiritualmente, marcado pela ausência de início e fim.
A origem etimológica do termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei, e ob em hebreu, significa serpente.
Ainda, é muito comum encontrá-lo em monumentos funerários, fazendo alusão, mais uma vez, aos ciclos da vida.
Quando transportado para o ambiente alquímico, a cobra e às vezes o dragão, simbolizam o processo da transformação.

“Meu fim é o meu começo”.













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